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LIDERANÇA: COMO VENCER O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO.
   26 de abril de 2021   │     12:28  │  0

Afirmamos, no artigo anterior aqui no blog, que o ser humano é um composto no qual reside uma dualidade inequívoca: razão e emoção.  Naquele artigo afirmamos também que o medo de comunicar é natural e explicamos porque. Neste nós vamos apresentar informações importantíssimas – com base na nossa dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, assim como em nossas pesquisas mais recentes – que viabilizem, ao líder, vencer o medo de falar em público.

Vamos começar com a seguinte pergunta: por que o medo aparece?  O medo aparece a partir de uma circunstância de perigo – real ou imaginado. Qual é o perigo? Você se sair mal e ser julgado incompetente pela audiência. A causa original disto está na sua autoestima. Como  você se ama, não quer passar vergonha, não que arranhar a sua imagem, não quer, como disse, que o julguem incompetente por não transmitir aquele assunto adequadamente.

Vai aí uma informação importantíssima: a sua autoestima é feita de linguagem. O que isto significa? que ao mesmo tempo que informações recebidas por você, ao longo da vida, podem ter debilitado a sua autoestima a ponto de você ter medo de falar em público, outras informações, que vou passar aqui, podem reelaborar a sua autoimagem, podem robustecer o seu amor-próprio, e lhe oportunizar uma comunicação com grupos com maestria!

 

Que outras informações são essas que vão lhe ajudar a dominar o medo de falar em público? Bem, além da autoestima, considerada causa original do tipo de medo de se comunicar, esta insegurança pode decorrer especificamente a partir de quatro causas básicas que envolvem o desconhecimento: do assunto; das técnicas de comunicação; experiencial ( falta de prática de comunicação grupal) e de si mesmo (falta de autoconhecimento).

Combatendo o medo de comunicar. Ora, se você já sabe quais são as causas, para você adquirir autoconfiança diante do enfrentamento de uma situação em que você tenha que se expor diante de uma plateia, deve atuar no enfrentamento destas causas. Primeiro: procure conhecer o assunto sobre o qual vai falar, por exemplo, se você vai falar 20 minutos sobre um tema, melhor seria que você tivesse conhecimento  suficiente para falar 100 minutos a respeito. Segundo: procure conhecer as técnicas para falar bem como você está fazendo agora com a leitura deste texto, entretanto há muito mais técnicas que a leitura de livros da área, por exemplo, lhe daria uma maior dose de conhecimento sobre “como falar”. Terceiro: procure experiências em que você possa falar em público, mas comece com situações que lhe proporcionem um certo conforto, visto que mesmo sabendo o assunto e conhecendo técnicas através de leituras, a ação consiste em uma forma de aprendizagem muito mais completa. Nesse sentido, o ideal é recorrer a um curso de oratória ou se expor diante de grupos com bem menos informações que você, pois isto os torna menos exigentes e menos analíticos. Quarto, e último, para conquistar a autoconfiança, é necessário buscar o conhecimento de si mesmo – o recurso do vídeo é importantíssimo nesse aspecto. Filmar a sua fala e ver no vídeo para aperfeiçoá-la é fundamental, ou seja, a prática – refletida, analisada e renovada – vai lhe dar a condição do autoconhecimento e é amiga da perfeição, já diz a sabedoria popular. Tudo isso vai proporcionar-lhe uma reprogramação da autoimagem  o que resulta em autoconfiança e naturalmente uma fala com mais segurança por parte do líder.

Concluo, cara líder e caro líder, na esperança de tê-los ajudado, com este texto, a dominar o medo de falar em público, visto que temos aplicado estes princípios em nossos cursos e, através do método C.O.N.C.E. (Comunicação Oral Natural Consciente e Eficaz), presenciado milhares de alunos, durante os últimos 33 anos, a desenvolverem uma comunicação com maestria!

 

 

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Liderança e Comunicação na Era Digital
   26 de março de 2021   │     17:42  │  2

A partir de uma determinada idade, as mentes de algumas pessoas se fecham. Vivem da gordura intelectual que acumularam”. William Lyon Phelps

A humanidade, como vinha se desenhando, mas especialmente a partir do marco histórico-temporal da pandemia que se instalou com a Covid-19, no ano de 2020, entra definitivamente na Era Digital.

Neste contexto, todos temos nos adaptar a esta nova realidade em que as novas tecnologias digitais de comunicação e informação são imprescindíveis em nosso novo modus vivendi. E, se você é um líder, para continuar liderando, o seu foco na comunicação digital é imprescindível.

Esta nova realidade, que já vinha exigindo muita comunicação digital, agora impõe ao líder o domínio da mesma. Ao contrário, a falta de experiência com este novo modus operandi pode causar insegurança ao líder ao usar as Tecnologias Digitais, o que o faz correr o risco de ficar desacreditado quanto aos métodos utilizados.

A era digital exige do líder, mais ainda, uma constante capacitação, atualização e consequente domínio das Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação (TDCI) e, nesta linha, dos sistemas de informação necessários para que a liderança, de forma presencial ou remota aconteça.

O famoso escritor americano William Lyon Phelps nos ensina que “A partir de uma determinada idade, as mentes de algumas pessoas se fecham. Vivem da gordura intelectual que acumularam”. Que sejamos nós, caras e caros líderes, daquelas pessoas cujas mentes estejam sempre abertas para novos cursos, novas informações, novos conhecimentos e consequentemente novas formas de pensar, comunicar, agir. Isto sim, caracteriza uma alta performance!

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O líder bem-aventurado.
   7 de março de 2021   │     12:19  │  0

Bem-aventurados os pobres pelo espírito“. Jesus Cristo.

Jesus disse “…pobres de espírito” ou “pobres pelo espírito”?! Qual a diferença?

É impressionante como tantos grandes oradores e, o que é pior, tantos proclamadores da fé cristã, não reproduzem (e não entendem) o que o maior comunicador de todos os tempos, com mais de dois bilhões de seguidores no mundo, realmente falou.

Vou explicar com a ajuda do professor, filósofo e teólogo Huberto Rohden. Segundo ele “Nem no texto grego do primeiro século, nem na tradução latina da Vulgata (Bíblia), se encontra o tópico ‘pobres de espírito’, mas sim, ‘pobres pelo espírito, ou seja, ‘pobres segundo o espírito’”.

Qual a diferença? Simples: pessoas “pobres de espírito” são aquelas “desprovidas de”…, enquanto “pobre pelo espírito” (tradução correta) significa que pela livre escolha, em uma dimensão espiritual, a pessoa é “despegada de”… (bens materiais, mesmo que os possuam).

Nesse sentido, pessoas ricas de bens materiais podem usar suas riquezas para ajudar não apenas a si mesmas, mas também a muitas outras pessoas por serem capazes desse desapego… ou não e, da mesma forma, pessoas pobres materialmente podem ser tão apegadas ao desejo de possuir bens materiais que se tornam escravas desse desejo… ou não.

A expressão “ninguém pode servir a dois senhores”, cabe bem aqui, ou seja, ou se serve a Deus (foco no espírito) ou ao dinheiro (foco no apego aos bens materiais ou no desejo de possuí-los). Logo, ser rico materialmente não consiste em pecado, assim como ser pobre não constitui virtude. Uma coisa é ser possuidor de muitos bens e outra é ser possuído, ou escravo, de bens materiais ou do dinheiro ou mesmo do desejo disto.

Assim, queridas e queridos líderes, que fique claro: Jesus não disse “pobres de espírito”, mas sim “pobres pelo espírito”, ou seja, “segundo o espírito”. Não apenas as traduções fidedignas, mas também toda a mensagem do maior líder e comunicador de todos os tempos reforça a segunda tradução, como em “eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10:10b). Assim, vivamos pelo espírito com vida abundante em alegria e força para a mente, o corpo e a alma. Afinal, quem é capaz de servir a Deus “em espírito e em verdade” pode ser servido por bens materiais e pelo dinheiro.

Reflitamos, pois!

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