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Liderança e fé aplicada
   14 de março de 2021   │     16:15  │  0

“A fé é um estado de espírito. (…) A fé tem que ser disposição para agir”. Napoleon Hill.

Todos os seres humanos passam por diversas crises em suas vidas. Normalmente são circunstâncias que nos deixam diante de desafios que podem ser ocasionados tanto por nossas próprias atitudes, como também por fatores externos. Creio que, na maioria das vezes, pelas duas vias. A fé aplicada, expressão usada pelo escritor Napoleon Hill – um dos autores mais lidos em todo o mundo – é fundamental para vencermos tais desafios e obtermos êxito na vida. O líder, em especial, precisa ter fé e precisa ser uma pessoa de ação!

Antes de refletirmos sobre fé aplicada, vamos lembrar que o ser humano tem na dualidade pensamento e linguagem dois pilares que o tornam humano. Nesse sentido, o linguista e cientista cognitivo norte-americano Noam Chomsky nos ensina que a linguagem é uma forma de expressão do pensamento, derivada de uma mutação genética fortuita que teria ocorrido há cerca de 50 mil anos nos Homo sapiens. Logo, você e eu, chegamos ao estágio em que estamos – de Homo sapiens – a partir desta mutação genética que nos proporcionou a aquisição de pensamento e linguagem, elementos imprescindíveis para a espécie humana e diferenciadores, em nós, dos outros animais, ditos irracionais. Acontece que alguns de nós conseguimos desenvolver uma vida mais feliz que a maioria dos outros e isto pode ser explicado também através de tríplice viés que envolve pensamento, linguagem e especialmente a fé posta em ação!

A expressão fé aplicada, na literatura de Hill, consiste na noção clássica de fé – ação de crer, confiar – mais o foco para a ação. Nas palavras de Napoleon Hilll A ‘fé aplicada’ é usada aqui (…) porque antes que o espírito da fé possa afetar alguma coisa, ele precisa ser ativa e positivamente dirigido. A fé tem de ser disposição para agir. E complementa: A fé é um estado de espírito que tem sido chamado de mola mestra da alma, através da as aspirações, desejos, planos e finalidades de cada pessoa podem ser traduzidos em seus equivalentes físico ou financeiro. Isto é a fé aplicada.

Assim, queridas e queridos líderes, adquirir o maior controle possível sobre os seus pensamentos e a sua linguagem, é fundamental para viver e especialmente para liderar. Conhecer a si mesmo constitui um desafio que passa por estes dois pilares, permeados por aspectos físicos, intelectuais (racionais), emocionais e espirituais. E, a cereja do bolo, agir verdadeiramente com fé, ou seja, a fé aplicada ou fé com foco na ação! Logo, assim como Gilberto Gil “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma ‘faiá'”.

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O líder bem-aventurado.
   7 de março de 2021   │     12:19  │  0

Bem-aventurados os pobres pelo espírito“. Jesus Cristo.

Jesus disse “…pobres de espírito” ou “pobres pelo espírito”?! Qual a diferença?

É impressionante como tantos grandes oradores e, o que é pior, tantos proclamadores da fé cristã, não reproduzem (e não entendem) o que o maior comunicador de todos os tempos, com mais de dois bilhões de seguidores no mundo, realmente falou.

Vou explicar com a ajuda do professor, filósofo e teólogo Huberto Rohden. Segundo ele “Nem no texto grego do primeiro século, nem na tradução latina da Vulgata (Bíblia), se encontra o tópico ‘pobres de espírito’, mas sim, ‘pobres pelo espírito, ou seja, ‘pobres segundo o espírito’”.

Qual a diferença? Simples: pessoas “pobres de espírito” são aquelas “desprovidas de”…, enquanto “pobre pelo espírito” (tradução correta) significa que pela livre escolha, em uma dimensão espiritual, a pessoa é “despegada de”… (bens materiais, mesmo que os possuam).

Nesse sentido, pessoas ricas de bens materiais podem usar suas riquezas para ajudar não apenas a si mesmas, mas também a muitas outras pessoas por serem capazes desse desapego… ou não e, da mesma forma, pessoas pobres materialmente podem ser tão apegadas ao desejo de possuir bens materiais que se tornam escravas desse desejo… ou não.

A expressão “ninguém pode servir a dois senhores”, cabe bem aqui, ou seja, ou se serve a Deus (foco no espírito) ou ao dinheiro (foco no apego aos bens materiais ou no desejo de possuí-los). Logo, ser rico materialmente não consiste em pecado, assim como ser pobre não constitui virtude. Uma coisa é ser possuidor de muitos bens e outra é ser possuído, ou escravo, de bens materiais ou do dinheiro ou mesmo do desejo disto.

Assim, queridas e queridos líderes, que fique claro: Jesus não disse “pobres de espírito”, mas sim “pobres pelo espírito”, ou seja, “segundo o espírito”. Não apenas as traduções fidedignas, mas também toda a mensagem do maior líder e comunicador de todos os tempos reforça a segunda tradução, como em “eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10:10b). Assim, vivamos pelo espírito com vida abundante em alegria e força para a mente, o corpo e a alma. Afinal, quem é capaz de servir a Deus “em espírito e em verdade” pode ser servido por bens materiais e pelo dinheiro.

Reflitamos, pois!

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