VOCÊ SE PERMITE BUSCAR A SUA MELHOR VERSÃO?
   11 de outubro de 2021   │     0:22  │  0

O eu fragilizado nos promete a mais completa sinceridade, isto é, que colocará à nossa disposição todo o material que as autopercepção lhe oferece; nós lhe garantimos (…) e colocamos a seu serviço nossa experiência na interpretação do material influenciado pelo inconsciente. Sigmund Freud

Anote: ninguém transforma ninguém! O processo é de autotransformação e, além de você mesmo, uma boa ajuda externa pode fazer uma diferença significativa na busca da sua melhor versão.

O meu trabalho tem ajudado milhares de pessoas, em todo o Brasil e em outros países do mundo, a buscarem a melhor versão. Como? Oportunizando-as a desenvolverem uma comunicação oral natural consciente e eficaz e, por consequência, uma alta performance.

O método C.O.N.C.E. (Comunicação Oral Natural Consciente e Eficaz) foi elaborado a partir de estudos científicos  e experiências em sala de aula e nossa dissertação de mestrado para a Universidade Federal do Rio de Janeiro tem a base do nosso método, entretanto os nossos estudos têm evoluído com o tempo.

Sigmund Freud é um dos autores que passamos a estudar mais após a entrega de nossa dissertação no ano 2.000. Aplicamos a Psicanálise ao nosso processo de ensino-aprendizagem. E Freud nos fala do acordo que se deve fazer com quem quer performar melhor da seguinte forma:

O eu fragilizado nos promete a mais completa sinceridade, isto é, que colocará à nossa disposição todo o material que a autopercepção lhe oferece; nós lhe garantimos (…) e colocamos a seu serviço nossa experiência na interpretação do material influenciado pelo inconsciente.[1]

Pois bem, nesse sentido nós procuramos, em nossas aulas, entrar em acordo com nossos alunos para que os mesmos possam nos revelar as percepções que têm de si mesmo – mas não somente o que lhes incomoda em suas apresentações em público, mas também o que, de forma consciente, conseguem perceber de positivo.

Também os colegas de sala são convocados a fornecerem feedbacks sobre exclusivamente o que percebem de bom nas apresentações que observam e somente os instrutores, com experiência para atuarem no processo, são fornecedores dos feedbacks sobre o que pode ser aperfeiçoado em suas apresentações diante do público.

Abordagens teóricas e exercícios práticos vão se sucedendo, feedbacks constantes acompanham as vivências, troca de ideias vão ocorrendo naturalmente, em um processo de ensino-aprendizagem centrado no aluno, sempre em busca de uma evolução constante do educando. Claro, eu repito, é preciso que o educando faça a parte dele. Às vezes acontece o contrário. Dia desses, ministrando a disciplina de Comunicação para Executivos, em um MBA de Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas/FGV, travei o seguinte diálogo, ao ser interrompido por um aluno, quando fazia uma citação de determinado autor:

Professor, aqui na internet está dizendo diferente!

Imediatamente respondi:

— “Ah! Que bom! Vamos enriquecer nossa aula com um debate! Qual autor você encontrou ai na rede?”

O aluno me respondeu:

— Estou vendo na Wilkpedia!

É claro que alguns alunos riram e eu me segurei para não rir também!

Desta forma, estando há mais de mais de três décadas em sala de aula – onde fui professor de ensino fundamental, médio e, já há cerca de 20 anos, sou professor de ensino superior, especificamente em pós-graduações  – tenho, nestas duas últimas décadas, atendido, como disse anteriormente, a milhares de pessoas e sentindo a alegria de vê-las desenvolver uma comunicação oral natural consciente e eficaz e, por consequência, uma alta performance, tanto na dimensão pessoal quanto profissional. Entretanto, eu reforço, é preciso que o participante e disponha a entrar no processo, pois só assim, eu posso ajudá-lo a buscar a sua melhor versão.

[1] Sigmund FREUD. Compêndio de Psicanálise. Tradução: Renato Zwick. Editora L&PM: Porto Alegre, 2018, p. 105.

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