VOCÊ SE PERMITE BUSCAR A SUA MELHOR VERSÃO?
   11 de outubro de 2021   │     0:22  │  0

O eu fragilizado nos promete a mais completa sinceridade, isto é, que colocará à nossa disposição todo o material que as autopercepção lhe oferece; nós lhe garantimos (…) e colocamos a seu serviço nossa experiência na interpretação do material influenciado pelo inconsciente. Sigmund Freud

Anote: ninguém transforma ninguém! O processo é de autotransformação e, além de você mesmo, uma boa ajuda externa pode fazer uma diferença significativa na busca da sua melhor versão.

O meu trabalho tem ajudado milhares de pessoas, em todo o Brasil e em outros países do mundo, a buscarem a melhor versão. Como? Oportunizando-as a desenvolverem uma comunicação oral natural consciente e eficaz e, por consequência, uma alta performance.

O método C.O.N.C.E. (Comunicação Oral Natural Consciente e Eficaz) foi elaborado a partir de estudos científicos  e experiências em sala de aula e nossa dissertação de mestrado para a Universidade Federal do Rio de Janeiro tem a base do nosso método, entretanto os nossos estudos têm evoluído com o tempo.

Sigmund Freud é um dos autores que passamos a estudar mais após a entrega de nossa dissertação no ano 2.000. Aplicamos a Psicanálise ao nosso processo de ensino-aprendizagem. E Freud nos fala do acordo que se deve fazer com quem quer performar melhor da seguinte forma:

O eu fragilizado nos promete a mais completa sinceridade, isto é, que colocará à nossa disposição todo o material que a autopercepção lhe oferece; nós lhe garantimos (…) e colocamos a seu serviço nossa experiência na interpretação do material influenciado pelo inconsciente.[1]

Pois bem, nesse sentido nós procuramos, em nossas aulas, entrar em acordo com nossos alunos para que os mesmos possam nos revelar as percepções que têm de si mesmo – mas não somente o que lhes incomoda em suas apresentações em público, mas também o que, de forma consciente, conseguem perceber de positivo.

Também os colegas de sala são convocados a fornecerem feedbacks sobre exclusivamente o que percebem de bom nas apresentações que observam e somente os instrutores, com experiência para atuarem no processo, são fornecedores dos feedbacks sobre o que pode ser aperfeiçoado em suas apresentações diante do público.

Abordagens teóricas e exercícios práticos vão se sucedendo, feedbacks constantes acompanham as vivências, troca de ideias vão ocorrendo naturalmente, em um processo de ensino-aprendizagem centrado no aluno, sempre em busca de uma evolução constante do educando. Claro, eu repito, é preciso que o educando faça a parte dele. Às vezes acontece o contrário. Dia desses, ministrando a disciplina de Comunicação para Executivos, em um MBA de Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas/FGV, travei o seguinte diálogo, ao ser interrompido por um aluno, quando fazia uma citação de determinado autor:

Professor, aqui na internet está dizendo diferente!

Imediatamente respondi:

— “Ah! Que bom! Vamos enriquecer nossa aula com um debate! Qual autor você encontrou ai na rede?”

O aluno me respondeu:

— Estou vendo na Wilkpedia!

É claro que alguns alunos riram e eu me segurei para não rir também!

Desta forma, estando há mais de mais de três décadas em sala de aula – onde fui professor de ensino fundamental, médio e, já há cerca de 20 anos, sou professor de ensino superior, especificamente em pós-graduações  – tenho, nestas duas últimas décadas, atendido, como disse anteriormente, a milhares de pessoas e sentindo a alegria de vê-las desenvolver uma comunicação oral natural consciente e eficaz e, por consequência, uma alta performance, tanto na dimensão pessoal quanto profissional. Entretanto, eu reforço, é preciso que o participante e disponha a entrar no processo, pois só assim, eu posso ajudá-lo a buscar a sua melhor versão.

[1] Sigmund FREUD. Compêndio de Psicanálise. Tradução: Renato Zwick. Editora L&PM: Porto Alegre, 2018, p. 105.

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COMUNICAÇÃO, ELOQUÊNCIA, RETÓRICA E ORATÓRIA .
   27 de setembro de 2021   │     0:29  │  0

Eis, pois, a definição que propomos: retórica é arte de persuadir pelo discurso. Olivier Reboul. 

Observe a sentença: “Puxa!… a sua comunicação envolveu a todos. Agora sei que você é um grande orador”! Neste fragmento textual, a palavra comunicação pode ser substituída por eloquência, oratória ou retórica. Acontece que, embora sejam termos que possam ser usados, grosso modo, no mesmos sentido, tecnicamente são diferentes.

Neste domingo, vamos apresentar os conceitos de Comunicação, Eloquência, Oratória e Retórica e, desta forma,  deixar claro as diferenças entre estes termos.

COMUNICAÇÃO.

A comunicação humana nasceu naturalmente com o homem, ser da linguagem (FOUCAULT, 1999). Com base em 30 anos de ensino e pesquisas – ora em cursos da academia, ora de natureza livre – respondo, com muita convicção, a pergunta:  que é Comunicação?

A comunicação humana é um processo que consiste em tornar comum, entre duas ou mais pessoas, pensamentos e emoções, por intermédio da troca de mensagens, consciente ou não-consciente. Através de ações verbais e não verbais e com a inerência do fenômeno da percepção. A comunicação eficaz, no geral, é consciente e tem como objetivos principais a compreensão e a influência.

ELOQUÊNCIA.

Já  Eloquência consiste no talento natural de alguém para falar bem em conversas ou apresentações. Há raras pessoas que já nascem com os neurônios da inteligência linguístico-verbal em atividade acima da maioria e manifestam tal característica desde cedo.  São chamadas eloquentes as pessoas que já nascem com o “dom da palavra”, ou seja, com esta natural facilidade para comunicar com eficácia.

Mas… e quem não nasce com este dom? A boa notícia é que qualquer diamante necessita de lapidação e mesmo o indivíduo que não nasce com facilidade para falar pode buscar aprender técnicas para falar bem, em outras palavras, buscar a Retórica.

RETÓRICA.

         A Retórica é a ciência do bem falar, ou seja, que ensina técnicas para falar de forma persuasiva. Esta é a linha conceitual que vamos adotar. Entretanto, vale apenas visitarmos a obra “Introdução à Retórica”, do professor Olivier Reboul,  que começa o seu bem elaborado texto conceitual sobre Retórica assim:

O que se espera de uma introdução à retórica é que logo de início se defina o termo. Infelizmente, não é fácil, pois, hoje em dia, o termo ‘Retórica’ assumiu sentidos bem diversos e até divergentes. (…) Uma delas, de C. Perelman e L. Olbrechts-Tyteca, vê a retórica como arte de argumentar. (…) A outra, de Morier, G. Genette, J. Cohen e do “Grupo MU”, considera a retórica como estudo do estilo. Para os primeiros, a retórica visa a convencer; para os últimos, constitui aquilo que torna literário um texto; e é difícil perceber o que as duas têm em comum.

No entanto, é esse elemento comum que bem poderia ser o mais importante, ou seja, a articulação dos argumentos e do estilo em uma mesma função. Ao dizermos isso, referimo-nos a retórica clássica, que começa com Aristóteles e se prolonga até o século XIX. (…).

Eis, pois, a definição que propomos: retórica é arte de persuadir pelo discurso.[1]

Ainda no âmbito conceitual da Retórica adotado por nós – técnicas para falar de forma persuasiva – Recorramos a Perelman que inicia o seu “Tratado da Argumentação: A Nova Retórica”, obra simbólica no estudo das técnicas de comunicação para líderes na atualidade, assim:

O objeto da Retórica antiga era, acima de tudo, a arte de falar em público de modo persuasivo; referia-se, pois, ao uso da linguagem falada, do discurso, perante uma multidão reunida em praça pública, com o intuito de obter a adesão desta a uma tese que se lhe apresentava. Vê-se, assim, que a meta da arte oratória – a adesão dos espíritos – é igual à de qualquer argumentação.[2]

Após estudarmos noções conceituais de Eloquência e Retórica, fica mais fácil conceituarmos Oratória.

ORATÓRIA.

A Oratória consiste na prática da arte e da técnica que permite ao orador falar levando uma mensagem para o seu público. A Oratória consiste no processo de comunicação nos aspectos oral e grupal, vivenciado na exposição de um falante para um grupo de ouvintes.

O professor Paulo Silva de Araújo, alagoano que recebeu o Prêmio de Oratória da Academia Brasileira de Letras/1992, na sua obra Arte de falar em público: discursos, conferências, palanque eletrônico, nos ensina: Oratória: emprego adequado dessas regras (da Retórica). (…) Os fins da Oratória: instruir, convencer, persuadir, comover e deleitar.[3]

O fenômeno oratório, a prática da palavra falada em público, é bom que se reforce, pode ocorrer de forma presencial ou telepresencial.

Assim, de forma didática: a Eloquência consiste no talento natural para falar; a Retórica estuda cientificamente a forma que cada orador usa para persuadir os seus ouvintes em cada circunstância com a qual se depara e a Oratória refere-se a prática da fala em público. E, finalmente, registre-se também que qualquer pessoa, dita normal, desde que tenha vontade firme, pode desenvolver o seu pensamento e a sua linguagem e adquirir, assim como aperfeiçoar, técnicas para falar bem em público. Logo, você pode se tornar um Orador, você pode falar, em diálogos ou para grupos de forma persuasiva – o estudo, a prática e o tempo é que vão lhe dar a medida.

Boa semana!

[1] Olivier REBOUL. Introdução á Retórica. Tradução: Ivone Casilho Benedetti. Editora Martins Fontes. São Paulo, 1998, págs. XIV e XV.

[2] Chaïm PERELMAN. Tratado da Argumentação: A Nova Retórica. Tradução: Maria Ermantina G. G. Pereira. Editora Martins Fontes. São Paulo, 1996, p. 6.

[3] Paulo Silva de ARAÚJO. Arte de Falar em Público: Discursos, Conferências e Palanque Eletrônico. Rio de Janeiro: Forense, 2003. p. 1 e 2.

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COMUNICAÇÃO SIMPÁTICA, ANTIPÁTICA, APÁTICA E EMPÁTICA.
   20 de setembro de 2021   │     0:35  │  0

Fazemos nossas observações por meio deste (…) aparelho perceptivo, precisamente com o auxílio das lacunas do psíquico, complementando por meio de deduções evidentes o que foi omitido, e traduzindo-o em material consciente.

Sigmund Freud.

Hoje, vou escrever sobre Comunicação e o pathos nas relações interpessoais: simpatia, antipatia, apatia e empatia. E você é uma pessoa naturalmente simpática ou antipática? Será você é predominantemente apático ou empático? Vamos conceituar cada um destes termos e comentarmos sobre as diferenças entre estas versões na comunicações e relações interpessoais.

Vamos começar, no entanto, esclarecendo que as quatros palavras têm uma mesma raiz: páthos. Palavra grega que significa emoção, sentimento, paixão, sofrimento.

Simpatia

Ser simpático consiste em dizer “sim” à emoção do outro – no sentido de tratar o outro de forma agradável e, desta forma, conquistar o outro. A simpatia consiste em uma atração que alguém causa no outro a partir de um comportamento que cause identificação com este outro. Por exemplo: Caso você tenha atitudes com base em cordialidade, gentileza e amabilidade, normalmente a pessoa com a qual você está se relacionando tende a simpatizar com você. Outro exemplo: Pode acontecer de duas pessoas serem extremamente descorteses ao se dirigirem a seus subordinados e esta forma de ambas se relacionarem com os subalternos criara uma relação de simpatia entre ambos. Nos dois exemplos, pode-se dizer que os sentimentos de ambos estão dizendo aquele “sim” às emoções um do outro. Foi estabelecida uma relação com identificação emocional. Aquele sentimento de estarem juntos compartilhando da mesma emoção, daí a “sim-patia”! É evidente que uma pessoa naturalmente simpática pode se tornar antipática quando não houver identificação com outra ou quando, por algum outro motivo, considerar que não vale a pena ser simpática em determinada ocasião.

Antipatia

Ser antipático consiste em dizer “não” à emoção do outro – no sentido de tratar o outro de forma antagônica, ou seja, com antagonismo ao sentimento e a identidade do outro e assim, em consequência, afastar o outro. Entre as causas da antipatia estão: dificuldades de comunicação de relações interpessoais; egocentrismo e arrogância. É claro que pessoas predominantemente antipáticas podem ser simpáticas, quando lhe convierem, assim como podem ser comunicativas desde que isto as beneficiem e tenham esta capacidade expressiva e não dificuldade.

Apatia

Ser Apático consiste em negar a emoção em relação ao outro – literalmente “sem emoção” – neste caso nem são contra (antipáticos) nem a favor (simpáticos) ao outro. O prefixo “a” significando negação. Assim como o “a-teu” nega Deus ou é uma pessoa que “sem” Deus. Pessoa apáticas não demonstram emoção ou funcionam “sem” emoção. Normalmente são indiferentes no trato com o outro e têm dificuldade de expressão e de sentir afeto.  As causas da apatia são diversas e boa parte da literatura da área considera que estão relacionadas com distúrbios de ordem fisiológica ou psicológica. É claro que pessoas que têm a apatia na sua essência podem ser simpáticas ou antipáticas dependendo da ocasião.

Empatia

Ser Empático é ser sensível a dor alheia – metaforicamente se diz até que consiste na capacidade de se colocar “em” lugar do outro – embora saibamos que esta atitude mental consiste, na realidade, em se inclinar ao sentimento do outro. É claro que não se pode sentir a dor do outro, mas é possível buscar compreender a dor da outra pessoa em um processo de visualização empática. A empatia é atualmente a forma mais requisitada nas relações interpessoais, pois relações humanas empáticas são significativamente importantes na solução de conflitos diversos. Uma das maiores referencias nesse sentido, ou seja, de comunicação empática é a Comunicação Não Violenta (CNV), criada por Marshal Rosemberg, assunto do nosso próximo artigo.

Para este texto, relembramos Freud em seu Compêndio da Psicanálise lançado originalmente em 1940, um ano após a sua morte. Para ele:

Todas as ciências se baseiam em observações e experiências mediadas pelo nosso aparelho psíquico. (…) Fazemos nossas observações por meio deste mesmo aparelho perceptivo, precisamente com o auxílio das lacunas do psíquico, complementando por meio de deduções evidentes o que foi omitido, e traduzindo-o em material consciente.[1]

Para concluir, fica a dica: deduzir, de forma consciente, sobre a forma que nos comunicamos a partir do páthos é fundamental para avaliarmos as nossas relações e avançarmos no sentido de as aperfeiçoarmos continuamente.

[1] Sigmund FREUD. Compêndio da Psicanálise. Tradução: Renato Zwick. Editora L&PM. Porto Alegre: 2018, p. 76.

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INTELIGÊNCIA POSITIVA E VOCÊ!
   12 de setembro de 2021   │     23:29  │  0

A Inteligência Positiva é uma indicação do controle que você tem sobre sua própria mente e o quão bem sua mente age em seu próprio benefício. Shirzad Chamine, Doutor em Neurociência e professor da Stanford University, Califórnia/USA.

Vamos conversar sobre Inteligência, Psicologia Positiva e Inteligência Positiva.

Inteligência é uma palavra de origem latina composta por duas outras: inter mais eligere. Inter significa “entre” ou “inter” e eligere significa “eleger”. Assim, com base na etimologia do termo já podemos lembrar que a inteligência consiste em eleger uma opção entre duas ou mais possibilidades apresentadas. A questão é: qual das opções é a melhor?

Neurociência consiste no estudo do sistema nervoso, em especial o cérebro e as redes neurais. Frank Amthor (2017), em sua obra Neurociência para leigos, nos informa, logo no início:

Embora este livro seja sobre Neurociência, o estudo do sistema nervoso, ele é principalmente sobre o cérebro, onde a maioria da ação do sistema nervoso acontece, em termos neurais. (O sistema nervoso central é formado por cérebro, retina e medula espinhal). Se seu cérebro funciona bem, você pode ter uma vida longa, feliz e produtiva (salvo algumas circunstâncias infelizes, claro).[1]

Pois bem, Shirzad Chamine (2013), autor da livro Inteligência Positiva, nas primeiras páginas da sua aplaudida obra escreve:

Como já comentei, sua mente é sua melhor amiga, mas também é sua pior inimiga. A Inteligência Positiva mede a força relativa desses dois modos da sua mente. Uma Inteligência Positiva Alta significa que sua mente age como sua amiga bem mais do que como sua inimiga. Portanto, a Inteligência Positiva é uma indicação do controle que você tem sobre sua própria mente e o quão bem sua mente age em seu próprio benefício.[2]

Vou usar aqui uma ilustração. No início do ano fui convidado para ministrar uma palestra sobre Comunicação Não-violenta e aceitei imediatamente, até porque já venho há pelo menos três anos lendo sobre o tema. Minha mente enviou-me imediatamente a mensagem: “Como você nunca ministrou palestra especificamente e somente sobre este tema, é necessário sentar para prepara a palestra”. Ok! Pensei eu! A minha mente está aqui me ajudando. Acontece que, se por algum motivo, eu tivesse acordado pela madrugada preocupado com a palestra – por exemplo, repetindo para mim mesmo, inúmeras vezes, que por ser um assunto inédito a palestra seria um fracasso e aumentando gradativamente um sentimento de ansiedade, sofrendo assim por antecipação – tudo isso indicaria que a minha mente etária trabalhando contra mim.

Bem, não é objetivo deste texto narrar a história pessoal de Chamine em que ele despertou para a elaboração da sua teoria sobre Inteligência Positiva – que foi elaborada naturalmente não só a partir do conhecimento científico que já possuía, mas também através de novas pesquisas envolvendo Neurociência, Ciência Organizacional e Psicologia Positiva que o levou a retomar seus próprios estudos sobre os mecanismos da mente que levam à felicidade ou à infelicidade ou ainda ao sucesso ou ao fracasso. Assim, Chamine (2013) afirma que tudo isso o levou a ter como foco duas dinâmicas relacionadas:

1.Nossa mente é nosso pior inimigo; ela abriga personagens que ativamente sabotam nossa felicidade e nosso sucesso. Esses sabotadores podem ser facilmente identificados e enfraquecidos.

2. Os “músculos” do cérebro que nos dão acesso à nossa grande sabedoria e discernimento ficam fracos depois de anos sem serem exercitados. Esses músculos cerebrais podem facilmente ser fortalecidos para nos dar maior acesso à nossa sabedoria mais profunda e poderes mentais inexplorados.[3]

Shirzad Chamine propõe em sua obra exercícios que se concentram em uma ou nas duas dinâmicas apresentadas que, segundo o neurocientista, conseguem aumenta a Inteligência Positiva das pessoas e, desta forma, aumentar a probabilidade de melhor desempenho, mais sucesso e mais felicidade. Quer saber mais? O próximo texto vai ser sobre “Como aumentar o seu Quociente de Inteligência Positiva”. Quer saber ainda mais? Leia o livro do Chamine.

Carlos Conce.

[1] Frank ANTHOR. Neurociência para leigos. Tradução: Samantha Batista. Editora Alta Books. Rio de Janeiro: 2017, p. 7.

[2] Shirzad CHAMINE. Inteligência positiva: por que só 20% das equipes e dos indivíduos alcançam seu verdadeiro potencial e como você pode alcançar o seu. Tradução: Regiane Winarsky. Editora Objetiva Rio de Janeiro, 2013, p. 14.

[3] Shirzad CHAMINE. Inteligência positiva: por que só 20% das equipes e dos indivíduos alcançam seu verdadeiro potencial e como você pode alcançar o seu. Tradução: Regiane Winarsky. Editora Objetiva Rio de Janeiro, 2013, p. 19.

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VOCÊ JÁ FOI INFLUENCIADO HOJE? PERSUASÃO E GATILHOS MENTAIS.
   5 de setembro de 2021   │     16:02  │  0

Por um lado, a persuasão é oposta da força e da necessidade, e o controlado é conduzido por aquilo que ele foi persuadido, e procede não por força, mas voluntariamente. Aristóteles.

Você já foi influenciado hoje? Sim. Gatilhos mentais já forma disparados hoje na sua mente? Com certeza. Positivamente ou negativamente? Não sei. Espero que o fato de você me dar a honra de estar lendo este texto se constitua em uma influência positiva.

Quantas vezes somos influenciados todos os dias?! Quantas mensagens recebemos cotidianamente em plena era da comunicação?! Este texto vai esclarecer o que significa influência, convencimento, persuasão e gatilhos mentais e o que tudo isto tem a ver com a sua vida. No final das contas, quero ajudar você a aumentar o seu poder de influência e a se livrar das más influências conhecendo um pouco mais sobre gatilhos mentais.

Influência, permita-se usar uma metáfora, é uma moeda cujo um dos lados é o convencimento e outro lado é a persuasão. Influência, conforme o dicionário Aurélio, significa ato ou efeito de influir, ação que uma pessoa ou coisa exerce sobre outra, prestígio, crédito, ascendência, predomínio, poder. Pois bem, o processo de influência consiste na ação de fazer fluir ideias para dentro da mente do outro. Esta influência pode se traduzir em convencimento ou persuasão.

O convencimento está relacionado à razão. Quando você fala para alguém usando dados científicos, por exemplo, da necessidade de se vacinar contra a Covid-19 para preservar a saúde e esta pessoa, só depois de ouvi-lo, adere a sua ideia e passa a concordar verdadeiramente como o que você disse, ela foi convencida. Entretanto, enquanto aquela pessoa não tomar a vacina, não foi persuadida. Como assim?

A persuasão consiste em realizar uma ação por conta da emoção. Por exemplo, caso você precise mostrar a pessoa em questão uma pessoa morta em um leito de hospital e provar para ela que o destino dela também pode ser a morte, caso ela não tome a vacina e. dominada pelo medo, ela toma a vacina. Aí houve persuasão.

Chaim Perelman (1996) no seu “Tratado da Argumentação: A Nova Retórica”, obra simbólica no estudo das técnicas de comunicação para líderes na atualidade, assim faz a relação entre linguagem e persuasão:

O objeto da Retórica antiga era, acima de tudo, a arte de falar em público de modo persuasivo; referia-se, pois, ao uso da linguagem falada, do discurso, perante uma multidão reunida em praça pública, com o intuito de obter a adesão desta a uma tese que se lhe apresentava.[1]

Contemporaneamente, da mesma forma, seja de forma presencial ou midiática, a influência persuasiva tem o intuito de obter a adesão da audiência e, para isto foca a emoção para levar-lhe a ação de comprar a ideia, o produto ou ao serviço que lhe é apresentado. Isto é feito, e sempre foi, através de gatilhos mentais. Mas, afinal o que são gatilhos mentais?

Gatilhos mentais são mensagens que disparam emoções na mente. Quando usados adequando-os ao público-alvo, os gatilhos podem levá-lo à persuasão pretendida pelo emissor da mensagem. A seguir, algumas características dos gatilhos:

✅ São personificados. Podem atingir a personalidade de um indivíduo ou de grupo. Pois é, o Neymar tem a sua própria personalidade e o conjunto de jogadores que formam a seleção brasileira também apresenta uma personalidade.

✅ Sendo mensagens, podem se manifestar na sua mente extrinsecamente e intrinsicamente, ou seja, essas mensagens podem vir tanto de emissores, humanos ou não, ao seu redor como da sua própria cabeça – você pode estar deitado de olhos fechados e, de repente, o seu inconsciente pode produzir pensamentos que lhe causem emoções – boas ou ruins.

✅ Essas mensagens podem vir de diversas formas. Através de palavras, imagens, sons, odores, experiências táteis Etc.

✅ Naturalmente os gatilhos mentais podem disparar emoções boas ou ruins. Que andemos em boas companhias e procuremos nos conectar com agentes sociais que nos façam absorver mensagens do bem para que sejamos influenciados positivamente. E, quando as mensagens forem negativas, que saibamos identificá-las e combate-las de forma consciente em nossa mente.

Quero concluir lembrando o que costumo dizer em sala de aula – e minha experiência é de mais de três décadas contribuindo com líderes de todas as áreas – que é possível vencer influenciando positivamente. Não obstante, estamos expostos há más influências o tempo todo.

Estamos expostos a influência através de gatilhos mentais usados inteligentemente para o bem e para mal. Assim, fiquemos atentos para sabermos quem são os emissores das mensagens a nós dirigidas e quais são as suas intenções. Nesse sentido, espero que as informações aqui postadas possam ajudar você, leitora e leitor, a conviver com o atual turbilhão de ideias que gravitam diante de vós.

[1] Chaïm PERELMAN. Tratado da Argumentação: A Nova Retórica. Tradução: Maria Ermantina G. G. Pereira. Editora Martins Fontes. São Paulo, 1996, p. 6.

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O PODER DA PALAVRA DO LÍDER
   2 de maio de 2021   │     19:20  │  4

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
João 1:1

A faculdade da fala – linguagem articulada – e a formação do pensamento – superior do homo sapiens em relação às outras espécies do mundo animal – diferenciam e tornam o ser humano superior. O poder da palavra é, desta forma, fundamental para que o homem reine sobre a terra.

A jovem ciência da Comunicação tem como objeto qualquer fenômeno comunicativo restrito à dimensão humana, mediatizado ou não por meios técnicos. A Retórica constitui uma forma de comunicação com fins persuasivos. Eis a definição proposta pelo professor Reboul: Retórica é arte de persuadir pelo discurso.[1] Para que a palavra, instância maior da comunicação humana, tenha poder é preciso que seja usada persuasivamente.

Quanto ao pensamento, o autor israelense Yuval Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, em sua obra publicada em 2015, pela editora Dvir, Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, defende que o Homo Sapiens, graças ao seu pensamento inteligente, desenvolveu a ciência e, com isso, subjugou todos os outros animais e se declarou o dono do mundo.

Para subjugar as outras espécies e se declarar o Senhor do mundo, como grande instrumento, o homem usou a palavra, naturalmente articulada com base em pensamentos inteligentes. Pois bem, o poder da palavra – tanto declarativa, como propulsora de ação – é o maior símbolo da força do homem na face da terra!

Após esta breve abordagem conceitual, vou apresentar algumas dicas para que você alcance poder com as suas palavras:

(1) Recomendo, a princípio, o vocabulário padrão da língua portuguesa (ou da língua na qual você está falando) – aquele usado pelos telejornais, por exemplo.

(2) Use palavras que entrem em sintonia com o vocabulário da sua audiência. Para isso é preciso você procurar conhecer, o máximo que puder, o seu público-alvo. Naturalmente, você já tem a sua bagagem vocabular pessoal, mas deve ir além dela com pitadas adequadas do vocabulário do seu público.

(3) Evite vocabulário técnico para pessoas não-técnicas. Caso precise usar a uma linguagem científica ou profissional, por algum motivo, considere a necessidade de traduzi-la. Tudo vai depender se você tem interesse ou não que elas entendam. Embora, regra geral, a comunicação parta do pressuposto do entendimento da mensagem por parte dos interlocutores, em algumas situações é possível que você queira propositadamente demonstrar que tem um conhecimento que para ser usado em benefício do outro haja necessidade de um pagamento para isso, por exemplo.

(4) Evite gírias. Caso acredite que deve empregá-las – diante de um grupo de jovens, por exemplo – procure calcular a melhor forma de fazê-lo!

(5) Evite palavras de baixo calão. Lembro de certa vez que fui ministrar um curso em Salvador, a bela e histórica primeira capital do Brasil, e um aluno comentou:  Professor, o senhor recomendar que devemos evitar um vocabulário técnico ou gírias… tudo bem. Mas recomendar que devemos evitar palavrões… isto não precisa nem dizer, porra! Bem, todos riram e ele passou a concordar que a recomendação era necessária.

(6) Traduza siglas. Há alguns anos, convidado pela presidente Maria Clara Bugarim e depois pelo presidente Martonio Coelho, tive a satisfação de  ministrar vários cursos, em vários estados do Brasil, através do CFC. Traduzindo Conselho Federal de Contabilidade.

(7) Monitore a sua gramática. Erros gramaticais podem até ser perdoados pelo público, especialmente se você não estiver lendo. Entretanto, não relaxe. Procure falar com correção gramatical. Dificuldades constantes em concordância verbal ou nominal, por exemplo, podem comprometer a sua imagem, dependendo naturalmente do público. Quando tiver dúvidas, pesquise para melhorar a sua gramática. Naturalmente, há comunicadores que se saem bem sem uma boa noção gramatical, mas estes fazem parte das exceções.

Líder, lembre-se: há poder em suas palavras. Palavras pronunciadas causam vibração no universo. palavras positivas produzem vibrações positivas e o contrário também é verdade. Palavras e pensamentos são compostos de energia e, se bem administrados, produzem maravilhas no mundo físico! Você, muito provavelmente, já ouviu ou leu a passagem bíblica citada no início deste texto que declara a palavra como o próprio Deus, o Todo Poderoso. Use o poder da palavra para construir um mundo melhor para você e para as pessoas que você conseguir atingir. Eu tenho buscado fazer assim por toda a minha vida e agradeço a Deus por isso!

[1] Olivier REBOUL. Introdução á Retórica. Tradução: Ivone Casilho Benedetti. Editora Martins Fontes. São Paulo, 1998, págs. XIV e XV.

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LIDERANÇA: COMO VENCER O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO.
   26 de abril de 2021   │     12:28  │  0

Afirmamos, no artigo anterior aqui no blog, que o ser humano é um composto no qual reside uma dualidade inequívoca: razão e emoção.  Naquele artigo afirmamos também que o medo de comunicar é natural e explicamos porque. Neste nós vamos apresentar informações importantíssimas – com base na nossa dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, assim como em nossas pesquisas mais recentes – que viabilizem, ao líder, vencer o medo de falar em público.

Vamos começar com a seguinte pergunta: por que o medo aparece?  O medo aparece a partir de uma circunstância de perigo – real ou imaginado. Qual é o perigo? Você se sair mal e ser julgado incompetente pela audiência. A causa original disto está na sua autoestima. Como  você se ama, não quer passar vergonha, não que arranhar a sua imagem, não quer, como disse, que o julguem incompetente por não transmitir aquele assunto adequadamente.

Vai aí uma informação importantíssima: a sua autoestima é feita de linguagem. O que isto significa? que ao mesmo tempo que informações recebidas por você, ao longo da vida, podem ter debilitado a sua autoestima a ponto de você ter medo de falar em público, outras informações, que vou passar aqui, podem reelaborar a sua autoimagem, podem robustecer o seu amor-próprio, e lhe oportunizar uma comunicação com grupos com maestria!

 

Que outras informações são essas que vão lhe ajudar a dominar o medo de falar em público? Bem, além da autoestima, considerada causa original do tipo de medo de se comunicar, esta insegurança pode decorrer especificamente a partir de quatro causas básicas que envolvem o desconhecimento: do assunto; das técnicas de comunicação; experiencial ( falta de prática de comunicação grupal) e de si mesmo (falta de autoconhecimento).

Combatendo o medo de comunicar. Ora, se você já sabe quais são as causas, para você adquirir autoconfiança diante do enfrentamento de uma situação em que você tenha que se expor diante de uma plateia, deve atuar no enfrentamento destas causas. Primeiro: procure conhecer o assunto sobre o qual vai falar, por exemplo, se você vai falar 20 minutos sobre um tema, melhor seria que você tivesse conhecimento  suficiente para falar 100 minutos a respeito. Segundo: procure conhecer as técnicas para falar bem como você está fazendo agora com a leitura deste texto, entretanto há muito mais técnicas que a leitura de livros da área, por exemplo, lhe daria uma maior dose de conhecimento sobre “como falar”. Terceiro: procure experiências em que você possa falar em público, mas comece com situações que lhe proporcionem um certo conforto, visto que mesmo sabendo o assunto e conhecendo técnicas através de leituras, a ação consiste em uma forma de aprendizagem muito mais completa. Nesse sentido, o ideal é recorrer a um curso de oratória ou se expor diante de grupos com bem menos informações que você, pois isto os torna menos exigentes e menos analíticos. Quarto, e último, para conquistar a autoconfiança, é necessário buscar o conhecimento de si mesmo – o recurso do vídeo é importantíssimo nesse aspecto. Filmar a sua fala e ver no vídeo para aperfeiçoá-la é fundamental, ou seja, a prática – refletida, analisada e renovada – vai lhe dar a condição do autoconhecimento e é amiga da perfeição, já diz a sabedoria popular. Tudo isso vai proporcionar-lhe uma reprogramação da autoimagem  o que resulta em autoconfiança e naturalmente uma fala com mais segurança por parte do líder.

Concluo, cara líder e caro líder, na esperança de tê-los ajudado, com este texto, a dominar o medo de falar em público, visto que temos aplicado estes princípios em nossos cursos e, através do método C.O.N.C.E. (Comunicação Oral Natural Consciente e Eficaz), presenciado milhares de alunos, durante os últimos 33 anos, a desenvolverem uma comunicação com maestria!

 

 

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COMUNICAÇÃO: O MEDO DE FALAR DIFICULTA A LIDERANÇA!
   16 de abril de 2021   │     19:30  │  0

O ser humano é um composto no qual reside uma dualidade inequívoca: razão e emoção. Assim, as emoções fazem parte da natureza humana e, com certeza, são úteis para vivermos melhor. Neste artigo, vamos entender que o medo de comunicar é natural mas, ao mesmo tempo, é um desafio  que pode e deve ser superado por quem quer liderar! Sob pena do líder enfrentar muitas dificuldades na sua missão.

Vamos começar falando sobre controle das emoções e autoconfiança. As emoções nos impulsionam a fazer algo para nos adaptarmos a situações que nos provocam, nos desafiam. Emoção, etimologicamente significa “movimento para fora” (do Latim ex = “para fora” e motion = “mover”).

Pesquisas científicas diversas, no campo do comportamento humano, dão conta de que possuímos cinco emoções primárias: alegria; tristeza; ira; afeto e medo. Nesse sentido, o médico psiquiatra e professor Antônio Pedreira (1997), afirma: “Todos nós nascemos com uma programação genética para apresentar estas cinco modalidades de emoção. (…) Desde a detonação da carga emocional no nosso tronco encefálico até o seu efeito corporal, podemos identificar três tempos: o sentir, o expressar (verbal) e o atuar (corporal).

Existem também as emoções secundárias, que logicamente surgem das primeiras, como gratidão, vergonha, simpatia, compaixão, inveja, dentre muitas outras. Entretanto não são objetos deste estudo.

A era do desempenho da civilização contemporânea exige que, cada vez mais, foquemos em nossas emoções e que procuremos equilibrá-las com nosso lado racional, caso contrário, podemos ser alijados de uma sociedade orientada para a mensuração de performances.

Conforme propusemos no título deste artigo vamos destacar aqui a emoção medo e, mais especificamente, o medo de falar em público. Isto, levando-se em consideração a realidade dos líderes que têm que se comunicar em situações sociais diversas, como conversações dialógicas ou reuniões de negócios, apresentação de projetos ou resultados, fazer ou receber visitas profissionais, ministrarem uma palestra representando uma organização e muito mais. Isto tudo é causador de tensão.

É preciso começar relembrando que, assim como as outras emoções, o medo é um sentimento humano bastante natural. Nesse sentido, recorramos ao professor Admir Ramos (1971): “A verdade é que os homens, como os animais, são instintivamente medrosos. O medo é uma defesa. O homem, todavia, pode, através do raciocínio, distinguir o que lhe é perigoso do que não o é, aplicando-se assim o célebre pensamento de Tolstoi: ´Corajoso é aquele que teme o que deve temer e não teme o que não deve temer`”.

Assim, se soubermos o que nos leva a sentir medo de falar em público e, em seguida, combatermos tais causas, podemos vencer esta emoção, alias a mais lembrada pelas pessoas como atesta a pesquisa realizada pelo jornal britânico  The Sunday Times e veiculada pela revista brasileira Exame, no mês de maio de 2017. A pesquisa indagou a três mil pessoas no Reino Unido: “De que você tem mais medo”? O resultado: (4º) Medo de morrer; (3º) Medo de insetos, doenças, águas profundas e problemas financeiros, empatados; (2º) Medo de altura e (1º) Medo de falar em público. Logo, o medo de falar em público foi o mais lembrado. Claro, foi uma pergunta aberta. Com mais de três décadas pesquisando e ensinando sobre como o líder pode vencer o medo de falar em público, nas minhas aulas no Instituto Carlos Conce e por todo o Brasil, consigo visualizar que se fosse uma pergunta para marcar “x”, o medo da morte ficaria em primeiro lugar e o de falar em público provavelmente em segundo. O que você acha?

Bem, agora que você já sabe que o medo de comunicar é realmente algo natural, é só esperar o próximo artigo para saber quais as causas deste medo e como combatê-lo. Vou dar algumas boas dicas para você vencer este desafio!

 

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FALTA DE ENERGIA PESSOAL EM TEMPOS DE CRISE
   5 de abril de 2021   │     17:30  │  0

Todos já possuem motivação suficiente“. Michael Pantalon.

Uma pergunta para você: como vencer a falta de energia e a desesperança em tempos de crise? A situação atual do mundo, que vive uma das maiores tragédias da humanidade, exige do líder, assim como de cada um de nós, uma grande capacidade para energizar-se e para energizar as pessoas ao seu redor.

O psicólogo americano Martin Seligman, em interessante pesquisa sobre Progresso psicológico positivo (2005), enviou um questionário (on-line) para 577 pessoas “destituídas de energia e motivação” ou, em outras palavras, “levemente deprimidas”.

Além de se autodescreveram como “destituídos de energia e motivação”, essas pessoas disseram ainda que se sentiam “tristes e frustradAs” com isso. O que fez Seligman? Pediu a estas pessoas que criassem um diário pessoal durante o período de uma semana, mas… “não sobre o que faziam, e sim sobre o que fariam se tivessem mais energia“.

Michael Pantaleon, PhD em Psicologia, faz a seguinte observação sobre a pesquisa: Notem que Seligman criou uma situação na qual os participantes do estudo não poderiam focar no como (“Como posso me divertir, se estou tão cansado?”). Isso talvez incentivasse as pessoas a pensar em todos os motivos para não entrar em ação. Em vez disso, ele tentou acessar a motivação pedindo as pessoas que focassem naquilo que poderiam querer.

O resultado: O simples fato de comunicarem para si mesmas, ou seja, escreverem em seus diários as coisas que poderiam querer fazer, levaram estas pessoas a se sentiram motivadas a fazer tais coisas. E o melhor, elas relataram, na continuidade da pesquisa de Seligman, que uma semana após escreverem e refletirem sobre os seus desejos, em potencial, já se sentiam com mais energia, mais animadas, mais felizes. Que maravilha, hein?! Exclamou a minha amada – Bernadete – ao me ouvir ler este parágrafo. Também achei!

Bem, caras e caros líderes, para mim também o impacto da pandemia tem sido desafiador (e que saudade do meu amado pai nonagenário que que não fui visitar neste natal lá no Ceará), então, daqui a pouco, eu vou começar a escrever o meu diário das coisas que eu poderia querer fazer… (Risos). Seria uma sugestão interessante para você ou não?

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Liderança e Comunicação na Era Digital
   26 de março de 2021   │     17:42  │  2

A partir de uma determinada idade, as mentes de algumas pessoas se fecham. Vivem da gordura intelectual que acumularam”. William Lyon Phelps

A humanidade, como vinha se desenhando, mas especialmente a partir do marco histórico-temporal da pandemia que se instalou com a Covid-19, no ano de 2020, entra definitivamente na Era Digital.

Neste contexto, todos temos nos adaptar a esta nova realidade em que as novas tecnologias digitais de comunicação e informação são imprescindíveis em nosso novo modus vivendi. E, se você é um líder, para continuar liderando, o seu foco na comunicação digital é imprescindível.

Esta nova realidade, que já vinha exigindo muita comunicação digital, agora impõe ao líder o domínio da mesma. Ao contrário, a falta de experiência com este novo modus operandi pode causar insegurança ao líder ao usar as Tecnologias Digitais, o que o faz correr o risco de ficar desacreditado quanto aos métodos utilizados.

A era digital exige do líder, mais ainda, uma constante capacitação, atualização e consequente domínio das Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação (TDCI) e, nesta linha, dos sistemas de informação necessários para que a liderança, de forma presencial ou remota aconteça.

O famoso escritor americano William Lyon Phelps nos ensina que “A partir de uma determinada idade, as mentes de algumas pessoas se fecham. Vivem da gordura intelectual que acumularam”. Que sejamos nós, caras e caros líderes, daquelas pessoas cujas mentes estejam sempre abertas para novos cursos, novas informações, novos conhecimentos e consequentemente novas formas de pensar, comunicar, agir. Isto sim, caracteriza uma alta performance!

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